Entenda o significado das Siglas Médicas
  • 08 Março 2018

A área médica é bastante específica e guarda com ela termos que são conhecidos apenas para quem está neste meio há algum tempo. Para quem acabou de entrar nessa área, então, algumas siglas e nomenclaturas podem gerar confusão de início.

Para ajudar, este artigo contém os termos e as siglas mais utilizadas na área médica, além de seu significado e para que elas servem.

Começando bem simples, vamos falar sobre a diferença entre consulta e retorno? São termos simples, mas que ainda dão um nó na cabeça de muita gente. Vamos lá:

  • Consulta é quando o paciente vai à clínica ou ao consultório médico para relatar alguma dor ou sintoma. Durante a visita, o médico realiza os exames e, quando necessário, dá início a um tratamento. A consulta é faturada, ou seja, cobrada, uma vez que é um procedimento médico.
  • Já o retorno é a visita seguinte à consulta, em que o paciente retorna para mostrar resultados de exames ou para que o profissional avalie a evolução do seu tratamento. Importante! O retorno não é faturado. Ele é um direito do paciente e não deve ser cobrado – afinal, o retorno decorre em razão da consulta, logo é uma espécie de “continuação”.

Agora vamos às siglas. Abaixo você vai encontrar todos os significados dos nomes mais usados por médicos e profissionais da saúde. Confira!

OMS: Organização Mundial da Saúde
É a agência especializada em saúde, vinculada à Organização das Nações Unidas. A organização tem como objetivo desenvolver ao máximo o nível de saúde de todos os povos do mundo.

ANS: Agência Nacional de Saúde Suplementar
É a agência, vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil, que regula o mercado de operadoras de saúde no âmbito privado no nosso país.

SUS: Sistema Único de Saúde
É a denominação do sistema público de saúde do Brasil.

TISS: Troca de Informação de Saúde Suplementar
É um padrão, estabelecido pela ANS, para registro e troca de dados entre operadoras de planos privados de assistência à saúde e prestadores de serviços médico-hospitalares. Antes da implementação do TISS, as guias das operadoras de saúde eram personalizadas e continham os dados que atendiam as necessidades de cada uma delas. Com o TISS, as guias passam a exigir as mesmas informações, facilitando o processo. 

CNES: Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
O CNES é um cadastro criado pelo Ministério da Saúde que tem como objetivo ser a base para operacionalizar os sistemas de informação em saúde de todo o Brasil. Trata-se de um número utilizado para designar todo e qualquer estabelecimentos de saúde do país (clínicas, hospitais, consultórios, laboratórios...). Desta forma, fica garantido que, mesmo que dois estabelecimentos possuam o mesmo nome ou nome similar, eles serão diferenciados através do número, ou CNES.

CNS: Cartão Nacional de Saúde
Ele pode ser considerado a identidade da saúde do paciente. É um documento numerado que possibilita a identificação de toda e qualquer pessoa no Brasil que utilize os serviços de saúde. O CNS pode ser usado tanto por quem possui algum plano de saúde, quanto para aqueles que utilizam os serviços do SUS. Ele contribui para o planejamento das ações e para o acompanhamento dos resultados obtidos.

CID: Classificação Internacional de Doenças
Publicado pela OMS, trata-se de um cadastro que fornece códigos alfanuméricos relativos à classificação de todas as doenças oficialmente reconhecidas. No cadastro constam ainda os sintomas, as queixas mais frequentes e as causas para cada doença listada. O CID serve para que uma doença seja reconhecida através de seu código em qualquer país, de qualquer língua, por todo e qualquer profissional da saúde. 

Tabela TUSS: Terminologia Unificada da Saúde Suplementar
É a unificação de todas as terminologias utilizadas para designar os procedimentos médicos existentes. Com ela, todos os procedimentos médicos possuem uma nomenclatura específica que deve ser seguida por todos os estabelecimentos de saúde do país.

HDA: Histórico da Doença Atual
Como o próprio nome diz, é o tudo o que já foi visto sobre a doença, ou seja, seu histórico. Isso inclui informações sobre a queixa principal, data de início, durabilidade, evolução e características da dor e todas as demais informações relevantes que forem relacionadas ao caso atual do paciente.

CCIH: Comissão de Controle da Infecção Hospitalar
É a comissão responsável por medidas que visam a reduzir os riscos de uma infecção hospitalar.

AIH: Autorização de Internação Hospitalar
Trata-se do documento capaz de identificar o paciente e os serviços prestados sob o regime de internação hospitalar. Ele serve para fornecer as informações que serão usadas para o gerenciamento do Sistema de Informação Hospitalar. O documento é gerado sempre que há uma internação em um prestador de serviço, público ou privado (inclui também conveniados), ao SUS e é enviada ao gestor da Unidade Prestadora de Serviços.


Bônus: Saúde Suplementar
Tanto na sigla da ANS quanto no TISS o termo saúde suplementar aparece, e para entendermos melhor o que ele significa, basta pensarmos no SUS. O SUS é o sistema de saúde do governo federal do Brasil – isto é, está ligado aos cuidados públicos com a saúde. Dessa forma, tudo o que for relacionado à saúde mas que não estiver vinculado ao SUS será ~suplementar~ a esse sistema; logo, saúde suplementar.